Sinopses

Os Mistérios de Elêusis

Adaptação de Os Mistérios de Elêusis, de Platão.

O drama de Perséfone, raptada pelo deus dos infernos, Hades, que se tomou de amores por ela. Deméter e Zeus tentam resgatá-la, mas ela, por um acordo de Hades e eles, sempre volta ao inferno.

Era de Aquário

A Era de Aquário nasceu num momento de reflexão. É o produto de uma longa estruturação de aprendizado de vida.

Uma conversa através de livros, com místicos, poetas, filósofos, avatares e comigo mesma. Ela é esta conversa.

Seu tema é a consciência de duas realidades. Uma em que os limites de uma vida são estabelecidos pelos preconceitos, que acabam por moldá-la como uma personagem estereotipada, tendo a ansiedade como obstáculo à sua felicidade.

A outra realidade convida o Ser a vivenciar suas próprias experiências, desenvolvendo-lhe a confiança, com que cada um pode se tornar independente, seguro no interior de si mesmo, permitindo, assim, a compreensão do universo e do outro Ser.

A Noite Negra

Em uma exposição de quadros, à visão de cada um, uma visitante cria, à sua maneira, sua exposição. Os quadros passam a despertar-lhe vivências significativas e, por vezes, ela nelas se integra.

A história é arquitetada com fatos experienciados ou não, cristalizando num instante específico, duas constatações:

A evolução da mente humana se baseia na possessão de novas faculdades de consciência.

O poder material serve-se de ídolos dourados para alienar o Homem de si mesmo. Joga com os mecanismos da sociedade e com os atributos do próprio Ser ‒ “Quem conhece uma Lei, pode melhor aplicá-la” Forja uma concepção de deus e da existência em si dentro de seus objetivos, dominando a sociedade.

O Beco-faz-de-conta

Dia 31 de dezembro, numa rua com casa antigas, mal conservadas. Meia-noite. Celebrações, música, desejos manifestos e muita alegria e diversão.

Manhã na feira. E a vida segura na situação do dia seguinte, nas mentes dos personagens ‒ um mímico e sua mulher, um poeta, um cigano (venda da ilusão), uma jovem e uma mulher nos seus sessenta anos, aprisionadas na vida e em seus trabalhos. Num clique de uma fotógrafa, o corpo e alma daquela são fotografados e uma consciência se faz presente. Mímicas, poesia, produtos artesanais, público. E uma canção para a liberdade.

Beethoven

Sob o ponto de vista pessoal: vida e obra.

Tulipas do Mosteiro

Num canteiro de tulipas vermelhas num mosteiro, havia uma irmã, que delas cuidava. Havia outras. As tulipas eram livres, mas não eram as irmãs.

Surpresa foi esta constatação, ocasionada por um simples e estranho ato: um vídeo-filme, o pecado.

Nele, o desafio, dele, as reações, por ele, os conflitos, e todo um jeito de viver se transformou num jeito de lutar. Tradição versus Matéria, Espiritual versus Material.

A história da maçã na revolução sexual das minhocas.

É uma reflexão sobre a sexualidade do adolescente, de seus tabus e preconceitos, que direcionam suas experiências. Entra a maçã – símbolo do pecado.

Entram também: propaganda, mulher-objeto, a mulher, com seus preconceitos e tabus, a oposição entre o amor de si mesmo e o impulso erótico.

A história contou, em sua elaboração, com uma participação de alguns atores, através de laboratórios. Coube a mim transformá-la em dramaturgia, expressando, também, meus pensamentos sobre o assunto, selecionando o que poderia ser usado, eliminando o supérfluo, ou direções da história desencontradas.

Pare a História, que eu quero viver.

Adaptação do conto de fadas ‘Cinderela’.

Há uma história contada de mulher para mulher. Ela existe na consciência da humanidade. Forma vidas sobre estruturas de cristal, esconde o enigma da vida, construindo por igual os momentos do existir.

Era uma vez uma menina chamada Aschenpüttel. Nada perturbava sua vida. A fábula, criada pelo mundo, ia lhe vestindo um avental, um vestido de princesa e lhe contava de um príncipe, acrescentando “foram felizes para sempre. Sem esquecer do sapato de cristal. Frágil, este se quebrou. A história continuou, suspensas pelo sopro das mães. O chão é duro. Para que o pisar?

No entanto ele é real e promete passos firmes. Senão, como a vida vai acontecer?

Filhos de Cena

Numa encruzilhada, quatro jovens se encontram. Cindy (Cinderela), Upali e seus gnomos, Maria, artesã, Teresa, ex-freira. Ishitar, bruxa. Cinderela quer conhecer a realidade e só encontra ilusões.

Cindy ‒ Não estou vendo muito sentido na realidade.

Ishtar ‒ Claro! Ela também é ilusão.

Cindy ‒ Não, não, na minha realidade você e Upali estão. Igual a esta pedra. Pegue, sinta. Ou você vai negar que ela existe? Estou vendo o mundo só através da ilusão? Onde o mundo real?

Um punhal as coloca na realidade.

Agenda-destino

Numa oficina de artesanato, cheia de dados, máscaras e espelhos… uma carta. Naash a escreveu. Teve um sonho premonitório, um sonho estranho. Que se cumpriu.

Conceitos de física, artesãos, meninos de rua, situações tecidas pelo Destino. O sonho se cumpre.

Hada, passageiro do tempo.

O tempo e a progressão temporal da consciência. Não uma mesma realidade. Paradoxo? Para que direção a consciência flui? A física diz que tanto para o passado como para o futuro. E reinventa outro paradoxo: efeito-causa.

Hada, Yentel, Denay, Ajna e Pacht, eram jovens do amanhã. O tempo lhes formando a consciência, a crítica, o caráter, os ideais, e os sonhos, ideias, lhes entregou também um paradoxo que viria junto com o mundo adulto que os aguardava. Mas, sob o contexto-proteção, desmascararam, em suas próprias consciências, o mundo a eles legado. Quanto ao paradoxo?… Hada lhes dirá.