Resumos

RESUMOS DE LIVROS E CRÍTICAS:
(pseud. Jahn)

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COMO A PICARETAGEM CONQUISTOU O MUNDO

Francis Wheen

Picaretagem exige picaretas. E quando os picaretas são nossos “líderes”, figuras proeminentes da classe A: políticos, escritores, empresários, religiosos? A picaretagem vira uma pirotecnia. Com seus seguidores, suas consequências desastrosas, pois são baseadas na ilusão, ou enganação. Esta é a síntese do livro, dentro do tema que Wheen fixa: “mostrar os valores do Iluminismo traído e como os “provedores de fantasia” se firmam como líderes, dominando os povos. Um equívoco da modernidade”.

Em seguida, cita a pergunta de um jornal em 1784: o que é Iluminismo? Resposta: “Atreve-te a saber” (Kant). E prossegue criticando a imaturidade da humanidade, resultado do desempenho de seus líderes-celebridades, como um ministro inglês, defendendo o Criacionismo e um governo americano submetendo seu país ao jugo de carta astrológica. Modernidade e medievalismo, que tem seu ápice em 11/09, em New York.

Se por um lado estamos no século XXI, a insanidade ainda se impõe surpreendentemente. Afinal, os adeptos da Nova Era e religiosos têm como lema: “a ignorância é uma bênção”. Governos são analisados, baseados na máxima “os partidos oposicionistas não vencem eleições: os governos a perdem”. Apresenta a revolução da feitiçaria, capítulo do dinheiro, do poder, narcisismo, bajuladores, da falsa moral passada pelos personagens hollywoodianos, livros (A Fogueira das Vaidades), que fizeram a fama e a fortuna de seus autores, que fixaram a união do misticismo e enriquecimento ‒ só dos autores: “Os gurus riam a caminho do banco”. Velhas ideias em novos frascos se fizeram presentes na mídia, elaborando lista de títulos, baseada no pensamento positivo, fixando o chavões edificados, como os conceitos da subliteratura de autoajuda, que entorpeciam e entorpecem a sociedade. Ironiza Deepack Chopra (Corpo sem Idade, Mente sem fronteiras), que afirma que as pessoas envelhecem porque viram outras pessoas envelhecerem e morrerem. Cita os efeitos nocivos de ideólogos, que fazem parte do prefixo PÓS, pós-modernismo, pós-feminismo… bem como os adeptos da palavra FIM (Fim da Arte, Fim da História (Fukuyama). Analisa os “mercados da demolição da realidade”, entre eles os descontrucionistas, apresentando-os como um disparate com uma finalidade ‒ desacreditar a ciência e se fixar na paralisia da razão.

Há que se acrescentar os catastrofistas, cujos assuntos, terremotos, livros sensacionalistas de terror (o prazer é ficar com medo), superstições religiosas, as cartas astrológicas, horóscopos, credos, tolices, poções mágicas, a homeopatia ‒ o poder que a água tem de lembrar!

Também fazem parte desse grupo, Hollywood, seitas e religiões, com suas imagens apocalípticas, até o surgimento de anjos, cujo lema é com Deus ao nosso lado, e a necessidade de vilões. Inclui governos, caracterizados pela corrupção, aquisição de armas, desperdício nos gastos, etc.

Considerando o fenômeno “globalização”, baseado em fatos, números e lideranças, conclui que se avança para o passado com “toma-lá-dá-cá das nações”.

Investimentos nas Bolsas de Valores são dissecados e seus prejuízos escancarados. E aí a picaretagem exercida por alguns gurus. A frase “farinha pouca, meu pirão primeiro” resume a história das ações. Sempre apoiados pela propaganda da Mídia.

Quando a esquerda vira direita e vice-versa (que ninguém sabe definir), demonstra as contradições das ideologias antes de e depois de conquistarem o governo, porque fingem que o antes não existia.

Enfim, as ações dos provedores de fantasia estão aí e a platéia também.