Críticas

Sobre o livro de poesias “O sensual, de uma forma só nossa”

“As mulheres estão cada vez mais carentes. A matemática não funciona mais.”

Lígia Braz – Escritora

“Emoções! E que emoções! É bom demais saber que se pode saborear pela vida, o que muita gente nem sabe que existe, ou se entrega apenas pela entrega ou por necessidade, disfarçando um sentimento não vivenciado.”

Raquel Mohtadi – Atriz

“Genial uma estória de amor contada através de poemas. São belos, linguagem perfeita, atual, jovem, mas nunca desprovida de profundidade. Esta estória de amor real-virtual é mais real do que muitos amores vividos. Porque ela se fez real, permitindo transformar o que poderia ter sido vulgar em belo.”

Rocio Prado – Escritora

“O livro é um encanto, apaixonante. Para quem quiser entender, é só viver um grande amor. Prende a atenção. O poema final é maravilha. “Grito teu nome em desespero… sei que não vens… nunca mais vou te ver”, é emocionante. Para expressar o que realmente senti, cito este pensamento ‘nada é mais gratificante do que conviver com a emoção de se notar uma lágrima deslizar sobre a face de alguém que se sentiu profundamente tocado por uma ótima leitura. Parabéns, bravo, bravíssimo”.

Valdemar Rolim – Leitor

“Li o seu livro e uma das coisas que mais me tocou foi a pulsação desse romance-poesia. É o invisível, uma atmosfera que mexe de certa maneira com o inconsciente, pois no decorrer do dia, as imagens que o livro me passou vinham involuntariamente. A sua escrita me ofereceu uma experiência e me arrisco a dizer que isso só foi possível porque primeiramente ela foi sua, de uma verdade intensa, e é por isso que o livro tem essa capacidade de transmitir tal pulsação.”

Cynthia Becker – Atriz

A Poesia como Mistério de Ser.

“O sensual de uma forma só nossa, da escritora Joana Rolim é uma obra dedicada às mulheres, mas também um canto unissex. No entanto, só possível interpretá-lo pessoas que verdadeiramente amam, foram amadas e de todas as formas fantasiaram o amor; sem hipocrisia, pudores e nojos do cheiro forte da porra, do gozo que lambuza e pode até ser sentido no coração e na boca.

Amor, enigma, tempo, imagens refletidas, ilusão, sedução, vida, sexo, perfume e ciúme estão presentes nas cem páginas do livro que, para uns pode ser quase uma pornografia implícita, para mim um canto poético, um tributo ao amor, sem frescura, desmedido, uma tara da fértil imaginação, presentes nos poemas “Homem-Bicho-Sacana” (…) ou na suavidade em “Fatia do Tempo”, “Sedução e Ingenuidade”, “Tempo de Ser” e outros mais.

Não obstante, a poetisa Joana se encoraja e afirma que uma atéia pode não crer em Deus, mas sua referência de criação e de vida é o amor; mesmo sem a água batismal, em meio à realidade religiosa, digladiando diuturnamente com o bem e o mal, enfrentados todos os santos dias.

Joana Rolim canta também os desejos recônditos em suas entranhas insaciáveis e ilusórias, em “Rebeldia”, em “Alucinação” e se compraz com a atualidade virtual em “E-mail-Prazer”, capaz dos delírios teclados que voam junto às nuvens na busca infindável da doação proibida dos amantes, em “Miragem” ou em “Amor sem Nexo”.

Narcisista que também é, a poetisa constrói o “Poema Pra Mim”, onde usa um homem para falar de si própria, comparando-a como uma “Gota de Amor”, que pode ser rejeitada, engolida ou evaporada.

O livro termina falando de saudades que abrem o mundo, enfrenta o vazio das perdas e medos. Ou das lembranças a serem construídas no amanhã porvir, enquanto houver homem/mulher desejosos, apaixonados e sedentos de amor?

Parabéns pela coragem do falar de amor desta forma fiel, indecifrável, mas com elegância ao utilizar palavras descompromissadas com o puritanismo dos incubados, quando o assunto é amor, vivido ou não.”

Seu amigo e admirador C.E. • Curitiba – PR • Setembro de 2011

Sobre a peça “A Era de Aquário”

Para assistir e pensar

O Grupo Aquarius, está apresentando de quinta a domingo, no Teatro da Classe, às 21 horas, a peça: “Era de Aquário”, que para os mais espiritualistas pode parecer básica, mas de qualquer forma é um espetáculo muito agradável. Já para a maioria do público, constituido de pessoas como eu e você, que levamos a vida correndo de um lado para outro, com atividades mecânicas, sem saber exatamente o por que da vida. É um alerta.

O texto de Joana Rolim, questiona sobre o óbvio que nunca paramos de pensar. Faz com que despertem em nosso interior questões há muito ignoradas, ou tidas como meras filosofias existenciais fora da realidade, mas que no fundo são causa da angústica existencial, comuns em nossa vida urbana ocidental.

A direção, feita pela própria Joana, é soberba. A atuação do ator Lineu Portela é admirável. O elenco representa harmonicamente ao som perfeito do piano tocado por Lázaro Wenger. Guarda roupa e cenários simples valorizam o texto.

A resposta está dentro de você. Assista e reflita. (Zanei Barcellos).

Jornal do Estado
Curitiba, Sexta-feira, 08.07.1983

A Era de Aquário

Jornal da Paraíba
Campina Grande, Terça-feira, 01.08.1989

À noite, o Grupo Aquarius apresentou seu polêmico espetáculo sobre o desenvolvimento do espírito do homem, realmente um texto complexo e lá fora vimos do elogio rasgado, gente que me pediu cópia do texto – eu mesmo aprendi com eles o que venha a ser a Era de Aquário, tão falada quanto desconhecida -; espectadores assíduos, como Geraldo Nóbrega, que se confessava simplesmente deslumbrado; até os que acharam-no, já nos debates, mais apropriado para um altar de Joana respondeu que o texto é profundamente contrário a qualquer religião que limite o homem em sua liberdade criativa; gente que não o entendeu, não estava em condições de entendê-lo e por isso o detestou. Glórias e misérias de uma coisa chamada Teatro.

Nos debates, levantaram a cabeça e deram respostas à altura das provocações – e foram aplaudidos – respondendo no mesmo tom, na mesma agressividade, no mesmo diapasão. Pela primeira vez funcionou um eco.

Adhemar Dantas