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Porque o sexo é divertido.

O orgasmo é um verdadeiro quebra-cabeça científico. Acompanhe uma investigação para desvendar seus segredos.

Barry Komisaruk e Beverly Whripple dizem que o orgasmo feminino ativa quase todo o cérebro. É algo importante, mas por que acontece? O sexo é só uma forma de exercício para estimular o cérebro e levar ao prazer?

A escritora Mary Roach investigou a história das pesquisas sexuais e estudou a vida das mulheres modernas.

Chegar ao orgasmo pode ser muito fácil ou difícil para as mulheres. Há algumas que nunca tiveram orgasmo e outras que são plenamente orgásticas. Já recebi e-mails de mulheres dizendo:

— Nossa, achei que só eu ficava excitada assim. Às vezes passar o batom já me deixa excitada.

Outras mulheres citam a parte de trás dos joelhos. Qualquer parte do corpo pode se tornar orgástica. E aquelas que têm orgasmos espontaneamente do nada.

Essa enorme variedade de experiências levou a professora Elisabeth Lloyd a questionar a função do orgasmo feminino. No que diz respeito à evolução, o sexo serve para a reprodução da espécie e os homens recebem uma recompensa prazerosa toda vez que liberam seu material genético. Isso não acontece com as mulheres. Estudos revelam que apenas 25% das mulheres atingem o clímax exclusivamente com penetração. Por isso a professora Elisabeth acredita que o orgasmo feminino não é recompensa e sim uma herança de nosso passado embrionário compartilhado.

Nas primeiras semanas de vida homem e mulher têm o mesmo corpo. Nesse período, as terminações nervosas e musculares que levam ao orgasmo são estruturadas da mesma forma. Os mamilos dos homens, por exemplo. As mulheres precisam dos mamilos para amamentar. Os homens também o desenvolveram por causa do mesmo projeto do corpo. Com relação ao orgasmo, o homem precisa dele e a mulher também o recebeu porque compartilha da mesma constituição. Elisabeth chama de a teoria de “Bônus fantástico” e argumenta que o orgasmo feminino não tem nenhuma função evolucionista. Mas ainda faltam respostas para algumas perguntas:

Se o orgasmo feminino é apenas subproduto do masculino porque costuma ser mais intenso, variado e sofisticado?

Cenas inéditas da anatomia feminina em ação revelarão informações chocantes. O que acreditávamos saber sobre nosso corpo era só a ponte do iceberg.

Para entender melhor o organismo feminino é preciso conhecer o funcionamento do corpo das mulheres. Estamos apenas começando a perceber como o clitóris é um órgão complexo e também temos o esquivo ponto G. Desde sua descoberta, nos anos sessenta, quem sabe quantos já tentaram encontrá-lo e fracassaram.

2ª parte:

Mas atualmente os cientistas estão navegando por nossos mares e descobriram que há muito mais no corpo feminino do que poderíamos imaginar.

A cientista Odile Buisson está desbravando novos caminhos na pesquisa sexual. Ela usa um aparelho de ultrassom para estudar a complexidade da nossa anatomia. É o clitóris – o clitóris é feito de tecido erétil que é preenchido por sangue durante sua estimulação. Recentemente, em 1998, os cientistas descobriram o verdadeiro do clitóris. Ele não é apenas um botãozinho externo, é uma estrutura muito mais intrincada, uma bifurcação de tecido erétil ao redor da vagina. Contraia os músculos do períneo, dá ver o movimento. O clitóris não é aquela coisinha que se vê quando se olha a vulva, é um órgão muito mais importante. A Dra. Buisson se juntou ao professor Emmanielle Jannini (Universidade de L’Áquila- Itália) para estudar a anatomia feminina em ação. Mas precisam do parceiro da mulher. Um homem.

“Eles vão fazer uma experiência com voluntários fazendo sexo no laboratório. Dá para ver o pênis e as paredes vaginais. Com o ultrassom dá para ver o que ocorre no interior do corpo feminino durante a estimulação direta da parte interna do clitóris e da vagina. Pede-se que a mulher avise quando estiver excitada o suficiente. Ao estudarem a mecânica do sexo, examinaram detalhes inéditos do pênis, da vagina e da porção interna do clitóris em movimento. Vemos que o clitóris é deslocado e estendido pelo pênis ereto. A porção interna é puxada e pressionada pelo movimento do pênis.

O corpo feminino não é estático e entediante como o masculino. Parece que sempre uma mudança está ocorrendo. É interessante para a ciência.

— Agora está bom.

— Está? Certo.

As alterações durante a penetração mostram que essas estruturas anatômicas não são estáticas. Elas mudam com a estimulação. Parece que a parte interna do clitóris é tão importante quanto à externa.

Este estudo quebra tabus e também pode ajudar a estudar uma área mais sensível da anatomia feminina.”

3ª parte:

O ponto G foi identificado pela pesquisadora Beverly Whipple. Depois eles examinaram 800 mulheres altamente orgásticas. Encontraram uma região sensível na vagina. Se a mulher estiver deitada de costas, fica quase num ângulo reto. Ela acredita que o ponto G é o segredo do orgasmo vaginal. Mas após décadas procurando muitos casais não conseguiram encontra-lo. Agora, Buisson e Jannini trazem nova perspectiva à polêmica. Parece que o ponto G não é nem um Ponto. Eles suspeitam que seja a área das paredes vaginais em que o pênis estimula a porção internado clitóris o que explicaria porque cada mulher sente algo diferente. Ponto G é um bom nome, mas impreciso em termos científicos. Não é um Ponto nem um G, é algo mais complexo que envolve o clitóris, a uretra, as paredes vaginais, as glândulas , os nervos, os músculos, todos trabalhando juntos de uma maneira que varia de mulher a mulher. Eles se propuseram a estudar o instrumento do prazer sexual feminino, mas acabaram se deparando com uma orquestra completa, que toca de forma afinada e sofisticada. Isso não parece um vestígio de sexualidade masculina. Devagar. O clímax do homem dura em média seis segundos, o das mulheres, vinte segundos, e podem ter orgasmos múltiplos. Estão descobrindo também os benefícios físicos que ninguém teria imaginado. Vêm tentando descobrir o que acontece no corpo e no cérebro das mulheres durante o orgasmo. Esse evento complexo e harmônico começa com a excitação física, a frequência cardíaca aumenta, os músculos se tencionam e a respiração fica ofegante conforme os pulmões se enchem de ar. Os homens reagem de forma bem clara. O corpo esponjoso no interior do pênis se enche de sangue e ele fica ereto. As mulheres têm reações similares. As paredes vaginais incham com o fluxo de sangue e o colo do útero se eleva com a expressão da vagina. No homem e na mulher a excitação e a frequência cardíaca aumentam, as pupilas se dilatam e absorvem mais luz, os pelos ficam eriçados, o corpo transpira e o sangue circula mais rápido. E agora sabemos que o pênis estimula o clitóris intumescido principalmente pela parte frontal da parede vaginal, o chamado ponto G. A atividade cerebral aumenta e a aproximação do orgasmo estimula o cérebro do homem e mulher, ativando cerca de 30 regiões diferentes. No clímax, uma pequena região do cérebro chamada hipotálamo aciona a liberação de ocitocina na corrente sanguínea. Nos homens, esses hormônios fazem os músculos se contraírem levando à ejaculação. Nas mulheres a ocitocina produz uma onda de contrações vaginais com frequência de um espasmo a cada 0,8 segundos. São vinte segundos de prazer intenso e depois acaba.

4ªparte:

Ludwig Wildt é professor de ginecologia da Universidade de Innsbruck na Áustria. Ele vai determinar o efeito que o orgasmo feminino tem sobre o sêmen dentro da vagina. Ele usa um líquido com inofensivas partículas radioativas para imitar os espermatozoides. “Injetamos cerca de dois milímetros na vagina. Dá para ver como as partículas reagem no útero.” Com o material radioativo dentro do corpo, Wildt pode começar a mapear o projeto. Os espermatozoides sintéticos aparecem na tela como pontos coloridos. Nessa imagem pode-se ver como as partículas se redistribuem dentro da vagina. Não há muita atividade. “É por isso que injetamos a ocitocina na voluntária.” O hormônio logo provoca contrações musculares na vagina, no colo do útero uterino e o útero. O efeito nas partículas radioativas é incrível. O orgasmo parece transformar todo o aparelho em uma bomba poderosa que lança o sêmen diretamente no óvulo. Demos ocitocina à paciente e vamos ver a atividade no útero. Isso acontece em questão de segundos. O efeito é muito rápido por causa do mecanismo de bombeamento. É um processo muito mais requintado do que poderíamos prever. Além de correr para cima, o esperma também possui um trajeto pré-definido em direção à tuba uterina da direita ou da esquerda. “Dá para ver que está indo para a tuba esquerda.” O mais impressionante é que, por motivos desconhecidos, as contrações provocadas pelo orgasmo parecem guiar o espermatozoide em direção ao ovário prestes a liberar o óvulo, aumentando assim as chances da fecundação. É claro que a mulher pode engravidar sem nem chegar perto do clímax. Contrações esporádicas acontecem naturalmente durante o sexo dando um empurrãozinho no espermatozoide.

— Mas parece que o orgasmo pode ajudar a mulher a engravidar. É claro que é sempre bom ter um orgasmo, mas eu jamais diria que que, se a mulher não chegar lá não vai engravidar. É óbvio que isso não é verdade. Mas eu diria que ajuda sim.

Ludwig sugere que o orgasmo feminino é um mecanismo de proteção, uma força de orientação que assegura que o espermatozoide siga o caminho certo. Essa poderia ser a função reprodutiva do clímax, mas pode não ser a única.

Os cientistas finalmente estão conseguindo montar o quebra-cabeça do orgasmo, mas alguns acreditam que é muito mais do que uma onda de prazer físico.

— Parece que o orgasmo pode definir nosso comportamento fora do quarto também.

Os cientistas estão começando a entender a fisiologia por trás do orgasmo feminino. Mas o prof. de Antropologia, David Puts acredita que ele influencia tanto a nossa biologia quanto nosso comportamento. Ele lança um olhar científico sobre nossos rituais de acasalamento.

— Neste bar lotado, uma sexta-feira, todo mundo está competindo e escolhendo parceiros. Isto é muito interessante, porque podemos observar os seres humanos agindo naturalmente.

Os cientistas acreditam o orgasmo masculino é uma recompensa que os incentiva a procriar. E sugere que o orgasmo feminino também é uma recompensa, mas que o estímulo sexual é bem mais sutil e discriminativo. Ele leva as mulheres a se relacionarem com um determinado tipo de homem.

O professor vai tentar comprovar sua hipótese na Universidade Penn State.

— Entrem e sentem-se em frente ao parceiro.

Ele criou um experimento para casais estáveis. 1º- os participantes respondem a um questionário. Sobre seu relacionamento, sua vida sexual, e a frequência com que a mulher chega ao orgasmo. A equipe colhe amostras e mede a masculinidade dos homens através de testes de força física e gravidade da voz. E a parte fundamental é classificar a aparência dos voluntários. Na 1ª parte vocês verão vários rostos na tela – deem uma nota, de 1 a 7 para a beleza da pessoa. Podem começar. É só apertar o botão. De todas as variáveis de estudo parece que existe uma que possui ligação mais íntima com a frequência do orgasmo feminino. A atratividade física masculina, a aparência física é importante. As mulheres têm mais orgasmos com homens atraentes. Mas David descobriu o motivo biológico por trás disso. Uma análise detalhada revela que o rosto das pessoas consideradas atraentes, é muito mais simétrico do que o das pessoas pouco atraentes, tirando fotos para determinar a simetria facial. Isso para avaliar a qualidade de uma boa genética. A simetria é aceita pela ciência como indicador de uma boa genética. Em todo reino animal vemos que os machos mais simétricos são mais saudáveis e apresentam menos mutações nos genes.

Uma experiência altamente emocional como o orgasmo parece estar associada à consolidação de certos padrões de comportamento. Vemos que as mulheres relatam ter orgasmo mais frequentes com parceiros de alta qualidade genética. “Se eu tivesse que fazer uma aposta agora diria que o clímax feminino pode funcionar em parte como meio de selecionar homens com boa genética.”

5ª parte:

David Puts sugere que o orgasmo é um mecanismo de recompensa no processo da evolução que incentiva as mulheres a se relacionarem com o homem certo, o parceiro geneticamente mais forte. Em termos de evolucionistas, isso significa a transmissão de genes resistentes e saudáveis aos seus filhos. Parece que, para algumas mulheres, o orgasmo é uma bússola que leva ao parceiro mais adequado. Mas outra cientista acredita que estamos preocupados com algo mais que a genética. Ela diz que a qualidade do orgasmo, a sensação que ele proporciona está ligeiramente ligada a uma palavrinha: amor.

6ª parte:

Stephanie Ortigue, da Universidade de Syracuse, bolou uma experiência inovadora para testar essa teoria. Ela precisa descobrir quais voluntárias estão realmente apaixonadas pelo companheiro. Lisa, uma voluntária, recebe sensores que registram padrões de atividade elétrica no cérebro. Depois a voluntária é colocada na frente de uma tela.

— Você vai ver umas palavras piscarem na tela. Se vir alguma, aperte aqui – pronta para começar?

— Pronta.

Mas há uma pegadinha. Uma das palavras que aparecerá é o nome do parceiro dela. Aqui, os vemos devagar, mas elas piscam tão rápido que a pessoa não as registra. Mas o subconsciente os lê e tem uma reação (ao nome dele). Toda vez que ela vir o nome do namorado há uma reação aqui. Isso nos permite analisar a atividade cerebral sempre que ela vir o nome do amado.

A atividade cerebral das mulheres que estão apaixonadas é diferente daquelas que não estão. Uma região do cérebro chamada ínsula, e normalmente associada ao comportamento compulsivo, fica muito ativa quando uma pessoa está apaixonada. É assim que Ortigue consegue saber quem está amando e quem não está. Em seguida, elas respondem a um questionário detalhado sobre como são seus orgasmos. A comparação das respostas das apaixonadas com as de que quem não amando, mostram resultados claros. O amor e os melhores orgasmos andam juntos. Existe uma correlação positiva entre amor e satisfação orgástica. Quanto mais apaixonadas as mulheres estiverem mais satisfeitas se sentem na cama. Isso significa que os orgasmos são melhores com seu companheiro. É claro que uma mulher não precisa de amor nem um parceiro para ter um bom orgasmo.

A masturbação estimula diversas áreas do cérebro, mas o clímax numa relação sexual com o ser amado ativa ainda mais regiões. Um delas é a memória, que produz uma espécie de reverberação no cérebro que pode durar dias. Se durante o sexo com o parceiro a sensação for boa e satisfatória, a mulher terá essa lembrança registrada no numa partezinha do cérebro. Isso pode contribuir para o prazer que ela terá no próximo orgasmo com o mesmo parceiro.

Além de as mulheres terem orgasmo de qualidade quanto estão apaixonadas, o prazer só tende a melhorar. Alguns cientistas sugerem que a lembrança dos momentos de prazer compartilhado ajuda casais criarem vínculos mais íntimos e permanentes. Em termos evolucionistas, quando o casal fica junto, a prole tem maior chance de sobreviver. Parece que o orgasmo feminino pode ter evoluído para estimular relacionamentos e compensar uniões mais estáveis. Estamos revelando gradualmente os grandes mistérios do organismo feminino. E o que está ficando claro é que ele tem mais de uma função. Ele influencia os relacionamentos, a reprodução e comportamento de várias maneiras. O orgasmo serve para dar prazer e satisfação e boa saúde. É para o prazer conduzir o sêmen, bem-estar, é uma recompensa e felicidade, é uma diversão e cria vínculos. O único ponto que todos os pesquisadores concordam é que o orgasmo é simplesmente bom para as mulheres.

Enquanto a ciência ainda está tentando descobrir a função do clímax, a medicina ajuda a desvendar alguns enigmas e revela que tem mais a ver com o que há entre as orelhas do que o que há entre as pernas.

O propósito do orgasmo ainda é um mistério. Para algumas mulheres, o próprio orgasmo é um mistério. Muitas lutam. Este simples aparelho pode mudar isto – é o Orgasmatron, uma caixinha de surpresas que poderá sacudir sua vida sexual. Mas os médicos descobriram esse milagre moderno por acaso. O doutor Stuart Meloy, da Carolina do Norte, não realiza pesquisas sexuais. Ele é especialista em dor.

— Sou médico com especialidade em alívio da dor crônica. Trato pacientes que não conseguem aliviar dores nas pernas e colunas com cirurgia.

Em um de seus procedimentos o doutor Meloy fez uma descoberta surpreendente, que o levaria além de sua área de especialização. Para aliviar a dor, ele insere um eletrodo na coluna do paciente, interrompendo os impulsos nervosos dentro da medula espinhal.

— Substituímos a dor por uma sensação tolerável. A maioria das pessoas sente um formigamento. Nosso objetivo é transpor a sensação que criamos para a área dolorida do paciente. Se tivermos sucesso, a dor é eliminada.

Em 2002, Meloy estava realizando um procedimento de rotina quando algo extraordinário aconteceu.

— Donna, onde está sentindo o formigamento?

Levamos a paciente para o centro cirúrgico. Ligamos tudo e ela soltou algo entre um grito e um gemido.

— Sentiu o formigamento onde o doutor tocou? Desligamos tudo correndo e fomos perguntar a que tinha acontecido com ela. Ao recuperar o fôlego ela disse:

— Meu marido precisa aprender isso.

Meloy queria colocar os elétrodos nos nervos da perna mas os conectou à genitália sem querer. A medula espinhal é um transmissor de informações entre o cérebro e os órgãos genitais. O que fazemos é enviar um simples sinal que vai tanto para o cérebro como para a genitália. A excitação começa tanto para o cérebro como para a genitália. A excitação começa no cérebro e é transmitida para os órgãos sexuais. Eles começam a inchar e se tornam receptivos a mais estímulos, o que por sua vez excita mais o cérebro. Conforme essa resposta mútua contínua a excitação fica ainda mais intensa. Se a mulher deixar o aparelho ligado por tempo suficiente a estimulação continua vai levá-la ao orgasmo.

— Sentiu a minha mão? Está sentindo um formigamento aqui em baixo?

Essa descoberta surpreendente levou o médico a transformar o aparelho para alívio da dor num tratamento revolucionário para a disfunção sexual feminina.

“Acho que o sexo é uma das melhores experiências humanas. As pessoas deveriam ter o máximo de prazer possível.” A descoberta de Meloy comprova a importância do cérebro para a excitação e orgasmo pelo menos para a as mulheres.

Para um pequeno grupo notável, o cérebro é suficiente. Um desses raros indivíduos é a voluntária que Barry Konisaruck e Berverly Whippel estudaram antes. Ela vai fazer outra ressonância magnética, mas desta vez não vai usar as mãos. Fica tudo por conta da imaginação. A mente da voluntária vai levá-la ao orgasmo. É uma proeza fruto da concentração e paciência.

— Ela levantou a mão. Ela finalmente chegou lá. Orgasmo!

A reação do corpo é a mesma da masturbação física. O coração dispara, a respiração fica ofegante e o cérebro é acionado como o 1º experimento. É um orgasmo de verdade produzido apenas poder do pensamento.

— Fiquei pensando na sensação de prazer na região genital. Aí chegou o momento em que me permiti perder o controle e tive um orgasmo.

As mulheres conseguem só pensar, sem fazer nada.

Elas só pensam em estimular algumas partes do corpo. E vemos que essas partes são acionadas só com o pensamento. Talvez seja assim que elas atinjam o orgasmo só com o pensamento.

Se a mulher pensa na estimulação manual a área do córtex responsável pela mão é acionada. Se ela pensa na estimulação do clitóris a região do clitóris é ativada.

— Isso é uma grande surpresa. Isso prova que o que tem mais participação no orgasmo feminino é o cérebro.

Há cem anos a comunidade médica não acreditava na existência do orgasmo feminino. Hoje, pesquisas avançadas revelam com o orgasmo é um fenômeno extraordinário e intenso.

Do complexo e sofisticado funcionamento do clitóris à forte influencia do cérebro o orgasmo desempenha um papel importante na reprodução, na seleção dos pais saudáveis para nossos bebês, na criação de vínculos duradouros com nossos parceiros.

E conforme surgem pesquisas sobre o cérebro, o corpo e o comportamento humanos, quem sabe que segredos ainda serão descobertos no maravilhoso mundo do orgasmo.

“Why is sex fun?”
Discovery Custodian of Records Theater
A Discovery Network